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DIÁRIO DE VIAGEM
Registro cartográficos de um percurso que se faz. As razões pelas quais nos movemos podem ser variadas, para trabalhar, para passear, para socorrer alguém... Somos nómadas por natureza. Há em nós um certo pulsar que nos leva a ir. E mesmo quando nos julgamos inertes e inoperantes há movimento. É precisamente esse movimento por inércia que simplesmente está lá (mesmo sem darmos por isso) que resolvi registar. São estes um conjunto de desenhos, que são vistos como máquina de cartografar a força da inércia que age sobre um corpo.
O meu corpo, mais a minha mão que no momento presente não produz nada, simplesmente está lá sobre o papel - como no jogo de crianças ‘mão-morta’ também aqui deixei a minha mão como que morta - deixando que ela seguisse livremente os efeitos da máquina (carro) sobre essa mão. Sendo essa ação em não-ação que aqui é produtora de registo e geradora de desenho. As legendas de cada desenho que revelam a que percurso é cada desenho referente, pretendem emprestar algum rigor a uma ação do qual muito pouco controle se tem.